Foi capaz de sentir quando os dedos finos se perderam entre os fios claros de seu cabelo, delineando-os de modo preocupado, se não até protetor. Pôde, também, sentir seu próprio corpo estremecer ao toque – Apesar de tentar ignorar essa última sensação, frustradamente.
Sempre acontecia da mesma maneira.
Quando seu coração permanecia opaco o suficiente para querer deixar de bater, o moreno aparecia geralmente em silêncio, com a intenção de não tocar sua ferida a ponto de o machucar. Seus dedos percorriam o mesmo caminho entre seus fios dourados, os olhos examinando-o minuciosamente, certo de que o mantinha protegido enquanto não se desviassem. De certo modo, ele estava correto. As feridas que conquistaram um lado vazio, incorrigível, dentro do loiro iriam continuar marcadas para sempre; Porém, o outro conseguia as enterrar o suficiente para parecer que todas eram inexistentes. Estranhamente, viu-se dependente do garoto. Não encontrava maneiras de evitar.
Seu vazio era ligeiramente preenchido por um conforto, seus lábios de uma beleza infantil desenhando-se em um sorriso ao mesmo tempo em que, de repente, não se sentia mais sozinho. O vácuo era rapidamente suprido, o calor confortável rosando suas bochechas ao que os olhos se encontravam. Ambos eram repletos de uma solidão cúmplice, mas, a medida em que se confortavam, a sensação de abandono era deixada de lado.
Não acreditava no eterno, não acreditava no sentimento. Porém, bastava que um deles acreditasse.
– Pandora Hearts, Oz Bezarius.
A Amanda ainda não te seguiu. Não li porque não ia entender. HUHAUSUAHS
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