Os fios cor-de-rosa se sobrepunham por cima da pele despida, contrastando-se com a palidez de seus ombros e costas. O enorme cabelo se estendia até parte de sua cintura, alguns dos fios perambulando sobre o busto a mostra. Sua genitália também permanecia exposta, porém, o corpo bem desenhado era manchado em uma única tintura vermelha: Sangue. Não se importava com a camada ensangüentada que manchava sua textura pálida, escorrendo algumas vezes por entre seus dedos e delineando sua mão. Afinal, acabara de realizar o que mais instigava sua existência – Matar, matar, matar. Era incrível como algumas vidas só faziam sentido quando roubavam a existência e a liberdade de outras. Junto do sangue, que fazia o contorno exato de sua mão indelicada, a diclonius levava consigo alguns dos sonhos destruídos e a frustrada esperança de vida de sua última vítima. Ao que os dedos se fechavam, de forma agressiva, ela sentia todos aqueles sentimentos humanos se esvaindo; Junto ao corpo sem-vida de seu dono. Tolos sentimentos. Inexistentes.
Ela era obrigada a se manter em silêncio enquanto sua consciência agia em forma de Nyuu. Suportava os mesmos rostos humanos todos os dias, as mesmas expressões insatisfatórias observando-a, na espera de uma palavra proferida ou de um gesto sensato, talvez. Precisava os suportar diariamente. Às vezes, não agüentava viver enjaulada por trás de sua personalidade paciente e mortalmente dócil. Ostentava o desejo de eliminar todos.
– Elfen Lied, Lucy.
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